12/01/24
O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto, rejeita a ideia de que a recente aprovação de uma Lei Estadual para aumentar o controle externo sobre o Tribunal de Contas do Estado (TCE) seja uma represália política. A legislação, sancionada por Ronaldo Caiado (União Brasil), teve rápida tramitação e gerou questionamentos sobre sua motivação após o tribunal anular chamamentos de organizações sociais pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Bruno Peixoto refuta acusações de "crise institucional" e reafirma as críticas do governador contra a atuação do conselheiro Edson Ferrari, especialmente no contexto da investigação sobre o Complexo Oncológico de Referência (Cora).
Questionado sobre as acusações de interferência política do TCE na análise do Cora, Bruno Peixoto responde que a obra preenche todos os requisitos legais e que a aprovação da lei em 2022, por unanimidade na Casa, indica que houve uma motivação política na análise do tribunal. Ele destaca a importância da obra para a sociedade goiana e expressa a opinião de que a análise do TCE deveria ser orientadora, não obstrutiva.
Apesar das críticas, Bruno Peixoto afirma que manterá o respeito pelos conselheiros e pelo Tribunal de Contas, agindo dentro dos princípios legais em suas funções fiscalizadoras. Enfatiza a importância do diálogo com o tribunal, considerado auxiliar do Poder Legislativo Estadual.