04/01/25
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), conhecido por suas frequentes postagens nas redes sociais, ainda não se pronunciou sobre o indiciamento pelos crimes de calúnia, injúria e difamação contra o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Em outubro de 2024, a maioria dos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pelo recebimento da queixa-crime apresentada por Vanderlan, tornando Gayer réu no processo.
O caso remonta a fevereiro de 2023, quando Gayer publicou um vídeo no Instagram chamando Vanderlan de “vagabundo” e o acusando de “virar as costas para o povo em troca de comissão”. O parlamentar também fez acusações genéricas contra senadores, alegando que cargos de segundo escalão foram “comprados” e que eles “viraram as costas para a democracia e para o Brasil”.
Durante o julgamento, Gayer argumentou que suas declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar. Contudo, o ministro relator, Alexandre de Moraes, refutou essa defesa, afirmando que o uso das redes sociais para ataques pessoais configurou “abuso do direito à manifestação de pensamento”.
Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram a favor do recebimento da queixa-crime. Ainda falta o voto do ministro Luiz Fux, mas a maioria já foi formada, consolidando o status de réu de Gayer no caso. Apesar de ser ativo nas redes sociais e frequentemente se posicionar sobre diversos temas, Gayer tem evitado comentar publicamente sobre o indiciamento.
Entenda o caso
O vídeo que motivou a queixa-crime foi publicado logo após a reeleição do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) à presidência do Senado. Na gravação, Gayer fez duras críticas e ofensas a Pacheco e, indiretamente, a outros senadores. Vanderlan Cardoso, citado nominalmente, reagiu judicialmente às declarações.