08/01/25
Cada vez mais refém do radicalismo, o deputado federal Gustavo Gayer (PL) vai aos poucos implodindo o PL em Goiás e, por consequência, leva o senador e pré-candidato ao governo em 2026 Wilder Morais (PL) junto.
Vocacionado a brigar, o deputado ainda não baixou as armas após o episódio em que o vereador Major Vitor Hugo, que é também vice-presidente do partido em Goiás, intemediou uma reunião entre Jair Bolsonaro e o vice-governador Daniel Vilela.
Para Gayer, o correligionário teria, sem autorização do diretório goiano, tratado de apoio a Vilela em 2026, o que é negado pelo vereador mais votado de Goiânia nas últimas eleições.
Segundo o blogueiro Cloves Regis, de OPINANDO, Jair Bolsonaro, ao tomar conhecimento da contenda em Goiás, teria ligado para o presidente do PL goiano, senador Wilder Morais, e exigido que fosse colocado um ponto final na briga interna.
As informações são de que o ex-presidente não irá admitir que Vitor Hugo seja tratado como “traidor”, já que foi ele mesmo quem deu sinal verde para a reunião com Daniel Vilela. O ex-deputado é muito próximo de Bolsonaro e foi líder do ex-presidente na Câmara dos Deputados.
O PL vive um dilema. De um lado se alimenta do radicalismo, que garante pelo menos 30% dos votos do eleitorado que dança ouvindo os bumbos do extremismo, mas cai no segundo turno quando parcela majoritária do eleitorado prefere resolutividade a polêmicas. Bolsonaro não jogará Gayer ao mar, mas corre o risco de ir à cova junto com o Wilder se não impor um armistício às picuinhas que Gayer fabrica.