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Jornal Opção diz que Marconi cobra ‘liturgia do cargo’, mas não faz autocrítica

10/01/25

Texto publicado pelo jornal Opção nesta quinta-feira, 09/01, cobra do ex-governador e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, autocrítica após publicação em suas redes sociais um vídeo no qual tece críticas ao governador Ronaldo Caiado (UB) pela decisão de primeira instância que tornou o chefe do Executivo estadual inelegível, em decorrência da realização de reunião com vereadores eleitos por Goiânia nas dependências do Palácio das Esmeraldas em outubro passado. Conforme o tucano, Caiado desrespeita a “liturgia do cargo”.

“Contudo, o próprio Marconi coleciona polêmicas em seu passado que acabam por tornar a cobrança um tanto quanto contraditória. Em 2012, o ex-governador foi pego em um grampo da Operação Monte Carlo cumprimentando o contraventor Carlinhos Cachoeira pelo seu aniversário. “Faz festa e não chama os amigos?”, disse o então governador em áudio, marcando um encontro em seguida”, diz o periódico.

A matéria lembra que “a mesma operação revelou que o tucano vendeu uma casa para Cachoeira em um condomínio de luxo em Goiânia. O contraventor chegou a ser preso na casa que pertencia do então governador de Goiás.” Durante seus mandatos, além do caso Cachoeira, que levou Marconi a ser convocado para depor em um CPI no Congresso Nacional, os governos do tucano foram foi alvo das operações como a Decantação 1 e 2, Cash Delivery e Compadrio – operações essas motivadas por denúncias de desvio de recursos públicos.

“Já durante a Operação Lava Jato, o nome do ex-governador apareceu nas planilhas da Odebrecht de políticos que receberam dinheiro da empreiteira com os codinomes Patati, Padeiro e Master. Em 2021, a um jornal de Goiás, em uma tentativa de fazer uma mea-culpa, Marconi Perillo chegou a pedir desculpas ao povo goiano à população por um “suposto caixa 2” na campanha eleitoral de 2014 ao governo, mas nada mencionou sobre qualquer preocupação com a liturgia do cargo que ocupava à época.”

Condenação

Especialistas em direito eleitoral preveem que a decisão da juíza eleitoral que condenou Ronaldo Caiado à inelegibilidade será reformada pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Vale destacar que a decisão da magistrada, inclusive, chegou a ser alvo de críticas de um editorial do jornal Estadão.

No entanto, ao contrário dos especialistas, Marconi diz que Caiado não respeita a legislação e desconhece a ‘liturgia do cargo’ que ocupa e também os limites de seu poder. Porém, Caiado jamais se envolveu em polêmicas que colocassem em dúvida o seu respeito pelo cargo e seu comportamento como homem público. Já Marconi colecionou casos controversos, até hoje difíceis de serem explicados.


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