12/01/24
A gestão Rogério Cruz autorizou em dezembro de 2023 a assinatura de ao menos 10 contratos que juntos somam R$ 130 milhões sem que, para isso, tenha sido realizado algum processo licitatório próprio, em uma total falta de transparência.
Foram nove adesões à ata de registro de preços de licitações feitas por órgãos públicos de governos estaduais ou de outros municípios e uma compra por inexigibilidade de licitação. A maior parte dos gastos é com material para os estudantes que será usado pelos cerca de 57 mil alunos matriculados na rede municipal.
Dos 10 contratos, apenas dois são de empresas de Goiânia e somente estes são de adesões feitas em licitações realizadas em Goiás. Já as outras envolvem empresas do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Amazonas em licitações feitas em Pernambuco, Minas Gerais, Amazonas e São Paulo. A única empresa a ser contratada sem licitação também é de São Paulo.
A prática, apesar de prevista lei, é utilizada com o objetivo de acelerar processos de compra do poder público, mas acaba prejudicando a transparência dos gastos, além de desconsiderar a diferença de preços existentes entre os diferentes estados para cada item.