13/01/24
No dia 28 de outubro de 2018, a prisão preventiva de Jayme Rincón, então presidente licenciado da Agência Goiana de Obras e Transportes (Agetop) havia sido decretada. Naquela data, o juiz Rafael Ângelo Slomp, da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, decretou a prisão de Rincón e de seu motorista, o policial militar Márcio Garcia de Moura, que converteu o regime de custódia do acusado em caráter preventivo.
A decisão do magistrado também impactou outros envolvidos, como o empresário Carlos Alberto Pacheco e o filho de Jayme, Rodrigo Godoi Rincon, com prorrogação das prisões temporárias. Enquanto Pablo Rodrigo de Oliveira foi solto naquela ocasião, as acusações giravam em torno da Operação Cash Delivery, que investigava delações premiadas de executivos da Odebrecht.
O motorista de Rincón, Márcio Garcia de Moura, teve sua prisão convertida após a descoberta de R$ 940 mil em espécie em sua residência. A denúncia central afirmava que Jayme Rincón teria recebido cerca de R$ 12 milhões da Odebrecht entre 2010 e 2014, em benefício do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Importante ressaltar que a legislação eleitoral impediu o pedido de prisão do governador na época, em função das restrições no período eleitoral.
O juiz Rafael Ângelo Slomp apontou que as informações indicavam Marconi Perillo como "líder da organização e destinatário dos valores das propinas". O magistrado ainda considerou que Marconi tinha influência no Estado de Goiás, de forma que “apontado como fato concreto a nomeação de seu cunhado, Sérgio Cardoso, ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás”.