13/01/25
O estridente deputado estadual Major Araújo (PL) e seus irmãos Ário Alves Araújo e Cícero Araújo Filho respondem a uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).
A peça caiu no juiz Ricardo Prata. Nela, a promotora de Justiça Marlene Nunes Freitas Bueno afirma que o deputado manobrou para nomeação dos seus irmãos em cargos comissionados na Assembleia Legislativa de Goiás e se empenhou judicialmente para trancar investigação, com o argumento supostamente inverídico de que não houve oportunidade de manifestação no inquérito civil.
Ainda de acordo com a promotora, os irmãos do deputado, mesmo tendo sido recomendados a cessarem a ilicitude, mantiveram-se nos cargos, inclusive, por meio de mandado de segurança.
Sobre a prática de nepotismo, o MP sustenta que o major influenciou, em fevereiro de 2011, a transferência de seus irmãos, oficiais da Polícia Militar, para trabalharem na Alego. Já no mês seguinte, os dois passaram a ocupar o cargo comissionado de agente administrativo, caracterizando o ilícito.
Marlene Nunes também acusa os acionados de terem manobrado uma série de mecanismos para dificultar a investigação e perpetuar a situação antijurídica e destaca ainda que, o deputado deixou de informar a situação funcional dos irmãos, quando questionado, e impetrou um mandado de segurança, cujo objetivo seria o trancamento e arquivamento do inquérito civil instaurado pelo MP.