18/01/25
O vereador Fabrício Rosa (PT) oficializou sua recusa ao recém-criado auxílio-representação de quase R$ 7 mil, aprovado pela Câmara Municipal de Goiânia no final de dezembro de 2024. Em contrapartida, a vereadora Aava Santiago (PSDB), conhecida por se posicionar como defensora da ética, decidiu aceitar o benefício.
O auxílio-representação, equivalente a um terço do salário dos vereadores, foi incluído na reforma administrativa aprovada por meio de uma emenda “jabuti” durante uma sessão extraordinária. A Lei Complementar 382/2024, sancionada pelo ex-prefeito Rogério Cruz (Republicanos), prevê o pagamento adicional para vereadores que desempenharem atividades externas de representação do Legislativo.
Apesar da legalidade, o auxílio gerou polêmica devido ao impacto financeiro e à forma como foi inserido no texto legislativo.
Além de se manifestar contra o auxílio em plenário, Fabrício Rosa também oficializou sua recusa em ofício enviado ao presidente da Câmara, Romário Policarpo (PRD). O parlamentar considera o pagamento injustificado diante das condições já oferecidas aos vereadores.
“Os vereadores já contam com a cota de exercício da atividade parlamentar de R$ 15 mil e com salário de R$ 20 mil. Não precisamos de mais um bônus como esse. Ainda mais um jabuti emendado no texto da reforma administrativa do prefeito Sandro Mabel”, criticou Rosa.