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Caiado critica PEC da Segurança Pública e chama proposta de Lula de "armadilha"

20/01/25

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez duras críticas à PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo federal, durante entrevista ao programa CNN Entrevistas neste fim de semana. Caiado classificou a medida como uma "armadilha", destacando a falta de ações efetivas para combater a violência e enfrentar o avanço de facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

“A norma não enfrenta o caso específico da violência no Brasil, que envolve as facções que ocupam as capitais do país”, afirmou. Para o governador, a proposta reflete uma tentativa de centralizar a gestão das forças de segurança estaduais, sem oferecer parcerias ou investimentos concretos para o combate ao crime organizado.

Caiado ressaltou a importância da segurança pública como base para o desenvolvimento do país. “Se não tem segurança, não tem desenvolvimento, cidadania, nem Estado Democrático de Direito. Pode-se fazer reforma administrativa ou qualquer outra, mas, se facções estiverem mandando no estado, nada disso resolve os problemas enfrentados pela população”, disse.

O governador também usou a entrevista para destacar os resultados obtidos em Goiás, onde índices de criminalidade vêm caindo nos últimos seis anos. “Nunca tivemos assalto a banco, Novo Cangaço, roubo de carro-forte ou invasão de terras. Isso é resultado de políticas eficientes de segurança pública”, pontuou.

Em contrapartida, Caiado questionou a capacidade do governo federal em liderar a segurança no país. “Qual competência tem o Ministério da Justiça em Brasília para dizer como vai ser comandada a polícia em cada estado, se a própria Força Nacional que ele comanda é incompetente e incapaz?”, provocou.

Apresentada em dezembro e revisada na última semana, a PEC da Segurança Pública ainda mantém pontos que, para Caiado, representam uma concentração excessiva de poder em Brasília. O governador destacou o impacto negativo da criação de um conselho gestor que centralizaria a distribuição de recursos para estados e municípios. “Um conselho em Brasília que vai distribuir a mesada de cada governador e cada prefeito. É simplesmente assim”, criticou.


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