28/01/25
O deputado federal Professor Alcides Ribeiro foi obrigado a pedir sua desfiliação do Partido Liberal (PL) após se tornar alvo de um escândalo que envolve a investigação de um suposto relacionamento com um adolescente menor de idade. Pressionado pela repercussão do caso, o parlamentar teria recebido ordens diretas do ex-presidente Jair Bolsonaro para deixar o partido, evitando maior desgaste à legenda.
A saída do deputado foi articulada como uma "expulsão amigável", segundo fontes do PL, mas evidencia o impacto das denúncias em sua trajetória política. Agora, Alcides busca um novo partido para viabilizar sua candidatura à reeleição no próximo ano.
A crise teve início em dezembro de 2024, quando a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia deflagrou uma operação que cumpriu três mandados de prisão e três de busca e apreensão. Durante a ação, o segurança de Alcides foi preso, acusado de restringir a liberdade de um adolescente e ameaçá-lo com armas de fogo para forçá-lo a entregar seus aparelhos celulares e a senha de seu iCloud.
Segundo a Polícia Civil, a intenção seria ocultar provas de uma suposta relação íntima entre o jovem e o parlamentar. A gravidade das acusações e o envolvimento direto de pessoas ligadas ao deputado intensificaram as pressões políticas e minaram sua permanência no partido.
A carreira política de Professor Alcides já vinha enfrentando desafios. Em 2024, ele disputou a prefeitura de Aparecida de Goiânia com o apoio de Jair Bolsonaro, mas foi derrotado no segundo turno pelo candidato do governador Ronaldo Caiado (União Brasi, Leandro Vilela (MDB).
Agora, além do peso da derrota eleitoral, Alcides lida com a repercussão dos escândalos e tenta reconstruir sua trajetória política em meio a acusações graves que colocam em xeque sua credibilidade e seu futuro na vida pública.