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Presidente da Comissão Provisória do PSDB de SP responde Marconi Perillo

14/01/24

O PSDB enfrenta uma intensa crise interna em seu reduto mais significativo, o Estado de São Paulo, que evidencia a incapacidade de superar desavenças que impedem a reestruturação da sigla. Em uma troca de cartas pública, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, e o presidente da Comissão Provisória Estadual, prefeito de Santo André, Paulo Serra, revelaram as profundas divisões e problemas enfrentados pelo partido.

Na resposta a Marconi Perillo, Paulo Serra recusou antecipar a convenção do partido para fevereiro e expôs a situação "lamentável" do PSDB em São Paulo. Destacou a perda significativa de prefeitos, passando de 189 para menos de 30, a ausência de funcionários registrados, contas bancárias bloqueadas por dívidas eleitorais passadas, desaprovação sistemática das prestações de contas pela justiça eleitoral, e o vencimento do contrato de aluguel da sede partidária.

O presidente da Comissão Provisória Estadual ressaltou a falta de estrutura e representatividade para uma convenção em fevereiro, apontando que apenas 22% dos 645 municípios aptos a realizar convenções municipais no ano passado estão regularizados. Alertou que isso entregaria o comando do partido a uma minoria, questionando a viabilidade de uma democracia interna formal e cartorial que já falhou no passado.

Paulo Serra propôs realizar as convenções municipais na primeira quinzena de fevereiro e a estadual na primeira quinzena de março, buscando uma abordagem mais estruturada e representativa. No entanto, ele ressaltou que, se Perillo determinar a realização antecipada, fará esforços em nome da lealdade partidária.

A disputa interna no PSDB de São Paulo envolve não apenas questões administrativas e de estrutura, mas também divergências sobre lançar candidaturas ou manter acordos de composições de palanques e cargos nas gestões atuais. O grupo liderado por Serra defende lançar candidatos, enquanto o outro lado apoia a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na capital.

Marconi Perillo, por sua vez, busca um meio-termo e programou uma reunião para a próxima semana na tentativa de conciliar as facções e superar as divergências que remontam às prévias para a eleição presidencial de 2022.


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