05/02/25
Quem esperava ansioso pela estreia do vereador Tião Peixoto (PSDB) na Câmara Municipal de Goiânia não se decepcionou. Folclórico político da capital, que acumula situações controversas em sua longa trajetória, fez um discurso em tom de desabafo e chegou a acender uma vela para seus inimigos, até os imaginários. A avacalhação no parlamento, vale ressaltar, vai muito além do folclórico vereador.
Pai do presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, Sebastião Peixoto, de 80 anos, aproveitou-se de megaestrutura proporcionada pelo mandato do filho e foi eleito com 5.726 votos. A campanha realizada em cima de uma ‘kombi conversível’ enfeitada por personagens já dava o tom do estilo ‘carreta furacão’ que o mandato do tucano teria.
Ao discursar, usando um terno escuro, com gravata escura e um extravagante óculos juliet, Tião Peixoto reclamou de uma injustiça que teria sofrido ao ter sido preso por suposto desvio de dinheiro do combalido Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas), em 2019, durante a gestão do ex-prefeito Iris Rezende. O vereador ressaltou que foi inocentado das acusações.
“O Gaeco [Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Cívil] falou que eu tinha desviado. Eles prenderam para depois ver a inocência. Saiu a sentença e eu não devo nada”, afirmou Tião, aos gritos. Ao acender a vela para seus inimigos, sem dizer quais são, Tião Peixoto disse que pode até perdoar, “mas o inferno os espera”.
O estilo folclórico, muitas vezes avacalhado, não é exclusividade do mandato de Tião Peixoto. Em Goiás, os exemplos são muitos os exemplos. Na Alego, por exemplo, tem parlamentar que não abandona o chapéu nem em respeito às normais do plenário. Outro tem um mandato voltado para eventos de farta distribuição coletiva de comida em ‘panelões’.