Goiânia, 04/04/2025
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Delegados da PF rebatem acusações de Marconi e defendem imparcialidade

08/02/25

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota oficial repudiando as declarações do ex-governador de Goiás e presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, sobre a operação Panaceia. A ação, realizada na última quinta-feira, 6, foi coordenada pela superintendente da PF em Goiás, Marcela Rodrigues, e teve Perillo como um dos principais alvos.

Na manifestação, a entidade destacou que os delegados possuem autonomia para conduzir investigações de forma isenta, conforme determina a Constituição. “Os delegados e delegadas de Polícia Federal que presidem inquéritos policiais atrelados a operações têm autonomia para instruir, com imparcialidade, os procedimentos investigativos”, pontuou a ADPF.

Perillo reagiu à operação com críticas contundentes, alegando que a ação foi "encomendada" e se tratava de uma "armação odienta". Ele questionou a legalidade da investigação, ressaltando que os fatos analisados ocorreram há mais de sete anos e insinuando motivação política por trás da ofensiva policial.

A ADPF rebateu as acusações, afirmando que é comum políticos se defenderem alegando perseguição, mesmo quando as operações são conduzidas dentro dos trâmites legais, com o aval do Ministério Público Federal e supervisão do Poder Judiciário.

Operação Panaceia

A operação Panaceia foi deflagrada após o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinar, em 7 de janeiro de 2025, a conclusão das investigações envolvendo Perillo. A decisão foi tomada em meio a uma escalada de ataques públicos do ex-governador contra o governo de Goiás, nos quais acusou o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) de perseguição política. No Palácio das Esmeraldas, a reação de Perillo foi interpretada como uma estratégia para tentar desacreditar a operação, já que sua defesa tinha conhecimento prévio do avanço das investigações.

O inquérito aponta a existência de contratos suspeitos firmados entre a Organização Social Instituto Gerir, que administrou hospitais estaduais entre 2012 e 2018, e o escritório do advogado João Paulo Brzezinski, que também atuava como defensor pessoal de Perillo. A apuração indica que o escritório recebeu R$ 4,79 milhões de uma das OSs investigadas, além de um conjunto de empresas ligadas a Brzezinski, que teria embolsado R$ 7,42 milhões de outras nove organizações sociais no mesmo período.


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