08/02/25
O senador Wilder Morais (PL) liderou os gastos com a Cota para Exercício da Atividade Parlamentar entre os representantes de Goiás no Senado em 2024. Dos R$ 344 mil gastos pelos três senadores do estado, Wilder causou o maior impacto nas despesas, acumulando um total de R$ 195 mil torrados com dinheiro público.
A maior fatia do montante foi destinada a material de consumo (R$ 81 mil), seguido de aluguel de imóvel para escritório político (R$ 73 mil) e locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis (R$ 36 mil).
Diante das críticas sobre o alto volume de gastos, a assessoria do senador justificou os valores, destacando que a principal despesa é com o escritório de apoio em Goiás, que, segundo a nota, "está aberto para atender às demandas da população, garantindo proximidade e suporte aos goianos".
No mesmo ano, a bancada federal goiana na Câmara dos Deputados também acumulou despesas elevadas. Somente com combustíveis, os parlamentares usaram R$ 809 mil da cota parlamentar. O deputado Adriano do Baldy (PP) lidera esse ranking, com um gasto de R$ 101 mil. Na sequência, aparece Magda Mofatto (PRD), com R$ 81 mil.
A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar pode ser usada para cobrir despesas relacionadas ao mandato, como transporte, alimentação e aluguel de escritórios políticos. No caso dos deputados, o valor mensal disponível varia de acordo com o estado de origem, levando em conta custos de deslocamento para Brasília. Os representantes de Goiás têm direito a R$ 41 mil por mês, com a possibilidade de acumular valores não utilizados ao longo do ano.