11/02/25
A Operação Panaceia, da Polícia Federal, apura desvios na saúde durante a gestão de Marconi Perillo (PSDB) em Goiás (2012-2018). A investigação aponta que o advogado João Paulo Brzezinski, que atuava para a Organização Social Instituto Gerir, também prestava serviços pessoais ao ex-governador e realizou repasses suspeitos para familiares de Perillo. As informações são do Portal Metrópoles.
Segundo a PF, Brzezinski transferiu R$ 35 mil para Antônio Pires Perillo, irmão do ex-governador, logo após receber R$ 50 mil da Gerir, valor que corresponderia a 50% de um contrato supostamente irregular. Além disso, os investigadores identificaram um repasse de R$ 100 mil para Valéria Jaime Perillo, esposa do ex-governador.
A decisão judicial aponta indícios de direcionamento na contratação do escritório de Brzezinski, pagamentos sem respaldo contratual e falta de comprovação da prestação dos serviços. A PF também identificou que empresas ligadas ao advogado compartilham telefone com consultorias e holdings de ex-agentes políticos envolvidos na terceirização da saúde, incluindo Perillo.
O ex-governador classificou a operação como "constrangimento ilegal" e disse que a ação da PF tem "palco político", sem relação com os fatos investigados. Ele também afirmou que não teve oportunidade de prestar esclarecimentos antes da operação.
A defesa de Perillo alega que o repasse à esposa se refere a um empréstimo quitado em três parcelas. Já o escritório de Brzezinski afirma que o pagamento ao irmão do ex-governador decorre de honorários por um processo de 2012, anterior ao contrato investigado com a Gerir.
Os advogados sustentam que os valores recebidos foram documentados e devidamente devolvidos na época, negando qualquer irregularidade nos pagamentos.