11/02/25
O ex-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME), Ítallo Moreira de Almeida, segue foragido há dois meses e é procurado pela Polícia Federal (PF). Ele teve a prisão decretada no âmbito da Operação Overclean, deflagrada em 10 de dezembro de 2024, sob acusação de envolvimento em fraudes em contratos públicos e desvio de recursos.
Segundo a PF, Ítallo, que também ocupou cargos na Secretaria de Educação do Tocantins, usou sua posição para favorecer empresas ligadas ao empresário Alex Parente, apontado como líder do esquema. Em troca, teria recebido R$ 171,5 mil em vantagens ilícitas por meio de intermediários. Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que ele apagava conversas logo após confirmar os pagamentos, dificultando o rastreamento das transações.
A Justiça manteve a ordem de prisão preventiva, negando habeas corpus solicitado pela defesa. A decisão foi reforçada pela desembargadora Danielle Maranhão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em 14 de janeiro. No fim do mês, a Procuradoria Regional da República (PRR) encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde será analisado pelo ministro Kassio Nunes Marques.
A Operação Overclean investiga um esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações e superfaturamento de contratos públicos, com movimentação estimada em R$ 1,4 bilhão. Os desvios ocorriam principalmente por meio de emendas parlamentares destinadas a obras e serviços públicos.
Entre os principais alvos da operação estão os empresários Alex Rezende Parente, Fábio Rezende Parente e José Marcos Moura, conhecido como “rei do lixo” na Bahia. Eles teriam utilizado empresas como Allpha Pavimentações, Larclean Saúde Ambiental e Qualymulti Serviços para fraudar contratos e desviar recursos.
A PF continua as buscas para localizar Ítallo Moreira de Almeida, que segue foragido e é considerado peça-chave nas investigações.