12/02/25
O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, reconheceu nesta terça-feira (11) que erros estratégicos do passado enfraqueceram o partido, colocando-o à beira da extinção. Diante desse cenário, a legenda avalia se mantém sua atuação com uma bancada reduzida no Congresso ou se opta por uma fusão, possivelmente com o PSD, com quem mantém negociações avançadas. MDB e Republicanos também estão no radar.
Perillo apontou como um dos principais erros a ausência de candidatura própria à presidência em 2022, após a desistência de João Doria, e a estratégia equivocada de 2018, quando o PSDB focou os ataques apenas em Jair Bolsonaro, sem enfrentar o PT, seu adversário histórico. Segundo ele, esses fatores contribuíram para o encolhimento do partido, que hoje conta com apenas três senadores e 18 deputados na federação com o Cidadania.
O dirigente tucano defendeu que o PSDB continue representando o “centro democrático”, conciliando políticas econômicas liberais com pautas sociais. Ele revelou que já conversou com diversos partidos, exceto PT e PL, por considerá-los extremos ideológicos. Apesar da pressão por uma fusão, Perillo destacou que muitos filiados resistem à ideia de incorporação e desejam preservar a identidade da legenda.
Para ele, a crise do PSDB contrasta com a recuperação do PT, que, mesmo após a Lava Jato e as derrotas eleitorais, manteve sua base militante e voltou ao protagonismo político. Já o PSDB, criado como dissidência do MDB dentro do Congresso, não teve o mesmo fôlego para se reorganizar e perdeu espaço gradativamente.
A decisão sobre o futuro da legenda deve ser tomada ainda em fevereiro. Caso a fusão avance, o desafio será manter a identidade tucana dentro de uma nova estrutura partidária e evitar que o PSDB desapareça do cenário político nacional.