16/02/25
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, na última quarta-feira, 12, arquivar as representações do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) contra a criação da Fundação IBGE+. Os parlamentares alegavam supostas irregularidades e pediam a fiscalização do projeto, além do afastamento do presidente do IBGE, Marcio Pochmann.
Na decisão, o TCU não identificou indícios de desvios ou ilegalidades que justificassem a abertura de um inquérito. O relator da ação foi o ministro Bruno Dantas.
O IBGE+, que teve sua criação suspensa no fim de 2023, foi alvo de críticas desde o seu lançamento, em setembro do ano passado. Servidores do instituto denunciaram que a fundação poderia funcionar como uma espécie de "IBGE paralelo", permitindo parcerias com órgãos privados e colocando em risco a imparcialidade das pesquisas. Além disso, apontaram falta de diálogo por parte da gestão Pochmann.
A presidência do IBGE, no entanto, sempre negou qualquer tipo de interferência externa ou prejuízo às pesquisas. Em um evento realizado em Brasília pouco antes da suspensão da fundação, Pochmann rechaçou a hipótese de privatização do órgão.
"Há uma perspectiva de entender que uma fundação dessa natureza, pública de direito privado, poderia levar a uma espécie de privatização", afirmou. Contudo, segundo ele, “esses modelos são necessários para ampliar o orçamento e permitir inovação tecnológica”.
Pochmann também defendeu que o IBGE precisa modernizar seus métodos de coleta de dados, principalmente na aferição de preços, e que a fundação não comprometeria a transparência do instituto.