18/02/25
Vereadores de Goiânia já articulam nos bastidores a sucessão na presidência da Câmara Municipal, mas o cenário permanece indefinido. Apesar da possibilidade de antecipação da eleição para a Mesa Diretora, logo após o Carnaval, o próprio Legislativo começa a desacreditar nessa hipótese.
A ameaça de judicialização e recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) esfriam os ânimos. Um dos exemplos que pesa sobre a Casa é o caso da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), que realizou eleição antecipada para o biênio 2026-2027, mas enfrentou questionamentos legais.
Nos bastidores, o nome do vereador Ronilson Reis (Solidariedade) surge com força. Aliado de Sandro Mabel (UB), ele se destacou no fim da gestão do prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) ao relatar pautas estratégicas, como a polêmica Taxa de Limpeza Pública (TLP), conhecida como “Taxa do Lixo”. Além disso, comandou os relatórios da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 na Comissão Mista e a Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).
O MDB, por sua vez, não pretende ficar fora da disputa. Um vereador da sigla afirma, nos bastidores, que "um partido dessa envergadura não pode ficar de fora", embora ainda não haja um nome favorito. Já PL e PT podem lançar candidatos, mas sem grande expectativa de força política.
Além da insegurança jurídica, a antecipação enfrenta outro obstáculo: as eleições de 2026. Muitos vereadores vislumbram disputar cadeiras na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal, o que pode reconfigurar as articulações internas da Casa.