20/02/25
Apesar das investigações e do risco iminente de prisão de Jair Bolsonaro (PL), o vereador Vitor Hugo (PL) segue convicto de que o ex-presidente voltará ao poder em 2026. Para ele, Bolsonaro será novamente candidato e terá apoio suficiente para vencer as eleições. "Eu não tenho dúvida de que a direita vai voltar, que o Bolsonaro vai ser o nosso candidato, vai ser o nosso presidente e que a direita vai eleger o máximo de senadores, vai ter maioria no Senado, maioria na Câmara e vai ser um cenário semelhante ao que está acontecendo nos Estados Unidos agora", afirmou.
Mesmo diante do cerco jurídico contra Bolsonaro, Vitor Hugo descarta outro nome para liderar a direita em 2026. Para ele, mesmo que a direita não consiga alterar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF), uma maioria no Legislativo já garantiria mudanças significativas. "Isso não vai acontecer aqui no Brasil porque os ministros não serão trocados na mesma proporção, mas só de ter maioria na Câmara e no Senado e um presidente de direita, já conseguimos fazer muita coisa", avaliou.
Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador não descartou ainda disputar uma vaga ao Senado pelo PL em 2026. "Se o capitão achar que tenho chances de sair vitorioso, estaremos juntos no projeto. Mas, é claro, essa é uma decisão que passa pelo partido. O PL tem bons nomes para representar Goiás no Congresso Nacional", destacou.
Além de projetar a volta da direita ao poder, Vitor Hugo reafirmou sua defesa da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Autor do Projeto de Lei 2858/2022, que propõe o perdão, ele destacou que sua iniciativa foi apresentada antes mesmo da invasão às sedes dos Três Poderes. "Outros deputados apresentaram projetos depois, que foram apensados ao meu, que acabou sendo o principal", explicou.
Para ele, a troca de comando no Congresso pode facilitar a tramitação do tema. "Não quer dizer que os presidentes das Casas vão votar a favor, mas se permitirem a discussão e a votação, o lado que tiver mais votos vai vencer. Tenho certeza de que a anistia será aprovada", disse.
Sobre a inclusão de Bolsonaro na anistia, Vitor Hugo negou essa possibilidade. "O próprio Bolsonaro já disse diversas vezes que nunca pediu anistia para si. O meu projeto se volta para as pessoas condenadas e julgadas no 8 de janeiro. Já a mudança na lei da Ficha Limpa e no tempo de inelegibilidade são outras discussões", concluiu.