Goiânia, 04/04/2025
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Goiânia foi centro de articulação para golpe de Estado, aponta denúncia da PGR

21/02/25

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que Goiânia foi um dos principais polos da conspiração para um golpe de Estado no Brasil. Militares altamente treinados das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, atuaram na pressão sobre o Alto Comando do Exército para aderir ao plano golpista. Lotados em unidades estratégicas da capital goiana, esses militares participaram diretamente da conspiração, que incluía sequestros e assassinatos de autoridades do governo eleito.

Segundo a PGR, ao menos 12 militares formados em operações especiais estiveram envolvidos no plano, incluindo um ex-comandante do grupo. Goiânia abriga o Comando de Operações Especiais (COpEsp) e o Comando de Operações Terrestres (COTER), ambos fundamentais na articulação. Essas unidades foram estabelecidas há cerca de duas décadas na cidade, em parte para afastar militares de elite do crime organizado e do tráfico no Rio de Janeiro, além de manter proximidade estratégica com Brasília.

O manual de campanha do Exército descreve os “kids pretos” como especialistas em infiltração, missões clandestinas e operações de alto risco, fatores que os tornaram peças-chave na tentativa de ruptura institucional. O plano previa o sequestro e eliminação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Além das ações diretas, cabia ao grupo influenciar psicologicamente o Alto Comando do Exército para garantir apoio ao golpe. A localização estratégica de Goiânia, com infraestrutura militar consolidada e um aeroporto internacional próximo, reforçou o papel da cidade como uma base essencial para a conspiração.


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