22/02/25
O ex-coach e influenciador digital Pablo Marçal foi condenado, nesta sexta-feira, 21, à inelegibilidade por oito anos devido a abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e captação ilícita de recursos durante a campanha eleitoral de 2024. A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Maria Patiño Zorz, da Justiça Eleitoral de São Paulo, e ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).
A ação foi movida pelos partidos PSOL, do então candidato à Prefeitura Guilherme Boulos, e PSB, da também candidata Tabata Amaral. A investigação judicial teve como base um vídeo no qual Marçal supostamente oferecia apoio a candidatos a vereador de "perfil de direita" em troca de doações para sua campanha. O ex-candidato negou irregularidades e afirmou que não há provas suficientes para a condenação.
Caso a decisão seja mantida em instâncias superiores, a inelegibilidade de Marçal contará a partir de 2024, o que inviabilizaria seus planos de disputar a Presidência da República em 2026. O influenciador já havia manifestado interesse em concorrer ao cargo e chegou a sugerir uma possível chapa com o cantor Gusttavo Lima.
Além disso, Marçal tem sido alvo de assédio político por parte de integrantes do União Brasil alinhados ao ex-presidente do partido Luciano Bivar. No entanto, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, desponta como o principal nome da sigla para a próxima eleição presidencial.