Goiânia, 04/04/2025
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Wilder Morais enfrenta desgaste e perde espaço no PL goiano

22/02/25

Senador e presidente do PL em Goiás, Wilder Morais enfrenta um momento de incerteza e desgaste dentro do partido. Embora ocupe formalmente a posição de maior liderança da legenda no estado, sua autoridade tem sido constantemente enfraquecida por decisões vindas de Brasília, especialmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem dado sinais claros de que seu aliado preferido no estado é o vereador Vitor Hugo.

Bolsonaro já citou Vitor Hugo como um possível candidato a vice-presidente em 2026, reforçando o prestígio do vereador e reduzindo ainda mais a influência de Wilder. Nos bastidores, cresce a percepção de que o PL em Goiás seguirá a vontade de Vitor Hugo, o que pode afetar diretamente os planos do senador para 2026.

Além disso, a postura de Wilder em votações no Senado tem irritado Bolsonaro. O ex-presidente exige um alinhamento rígido da bancada do PL contra pautas do governo Lula, mas Wilder tem adotado uma postura mais flexível, apoiando alguns projetos de interesse do Palácio do Planalto. Esse comportamento tem afastado ainda mais o senador da confiança de Bolsonaro.

Nos planos do vereador Vitor Hugo, uma candidatura ao Senado em 2026 ganha força, especialmente em uma eventual aliança com o governador Ronaldo Caiado e o vice-governador Daniel Vilela, que deve liderar a chapa governista. Para que isso aconteça, o espaço de Wilder precisaria ser reduzido significativamente, o que explicaria as movimentações internas do partido.

Outro fator que agrava a situação do senador é o enfraquecimento de aliados próximos. O deputado federal Gustavo Gayer, que poderia ajudar a defender Wilder, perdeu influência após se envolver em um escândalo de manipulação de verbas orçamentárias, que resultou em uma operação da Polícia Federal com busca e apreensão de celulares e computadores. Desde então, Bolsonaro rompeu com Gayer.

Além disso, o ex-deputado federal Professor Alcides, que também era filiado ao PL, foi obrigado a deixar o partido após ser alvo de um inquérito policial por pedofilia. A situação dos dois ex-aliados contribui para o isolamento de Wilder dentro do PL.

O reflexo desse cenário pode ser visto em pesquisas recentes para a eleição ao governo de Goiás. Enquanto o vice-governador Daniel Vilela e o ex-governador Marconi Perillo aparecem como principais nomes, Wilder praticamente não foi lembrado. Sem respaldo de Bolsonaro e sem força no partido, o senador segue sem coragem para se declarar candidato ao governo.

Enquanto isso, Bolsonaro segue ignorando Wilder em suas falas sobre Goiás, sem dar qualquer deferência ao senador. Pelo contrário, suas declarações têm sido frias, protocolares e, em alguns momentos, até ríspidas. Para Wilder, o momento é de desgaste e incerteza, e seu futuro dentro do PL está cada vez mais indefinido.


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