04/03/25
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) construiu sua carreira política se apresentando como defensor da moralidade, dos valores cristãos e do combate à criminalidade. No entanto, sua própria trajetória e a de sua família revelam um histórico repleto de crimes e contradições. Entre os episódios ocultados de seu discurso estão uma prisão por embriaguez ao volante, um processo por homicídio, um irmão condenado por assassinato, brigas violentas na família e até o suicídio de um avô-deputado dentro da Câmara dos Deputados.
Apesar de condenar o Carnaval e afirmar que o Brasil "celebra o capeta nas ruas", Gayer já foi preso dirigindo bêbado e tentou fugir da polícia. Em 16 de julho de 2015, ele bateu seu Toyota Corolla na Avenida 85, em Goiânia, e seguiu dirigindo mesmo com o carro danificado. A Polícia Militar o perseguiu por vários quilômetros até que ele finalmente parou. O teste do bafômetro confirmou a embriaguez, e ele foi preso em flagrante, sendo solto após pagar fiança.
Enquanto prega contra a criminalidade, sua família acumula episódios violentos. Seu irmão foi condenado por assassinato, e desavenças internas chegaram ao ponto de envolver brigas de faca. A trajetória familiar de Gayer inclui até um trágico episódio envolvendo seu avô, que cometeu suicídio dentro da Câmara dos Deputados. Esses fatos, documentados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Goiás, contrastam com a imagem de defensor da ordem e da moralidade que ele tenta propagar.
Como deputado, ele segue atacando instituições e promovendo discursos moralistas enquanto esconde seus próprios crimes e os de sua família. O caso reforça um padrão comum entre figuras da extrema direita: a defesa fervorosa de valores que não aplicam em suas próprias vidas.