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Gustavo Gayer pode ter mandato cassado e ficar inelegível por 8 anos

14/03/25

O deputado federal Gustavo Gayer (PL) pode enfrentar a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos após uma postagem ofensiva nas redes sociais. O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil), decidiu acionar judicialmente o parlamentar e levar o caso ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, onde Gayer poderá responder por quebra de decoro parlamentar.

A polêmica teve início com uma publicação feita por Gayer no X (antigo Twitter), na qual ele escreveu: "Me veio a imagem da @Gleisi @lindberghfarias e o @davialcolumbre fazendo um trisal. Que pesadelo". A mensagem faz referência à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ao ex-senador Lindbergh Farias e ao próprio Alcolumbre.

A postagem ocorreu em meio a uma discussão política gerada pela declaração do presidente Lula, que disse ter nomeado uma "mulher bonita" para a articulação política do governo para melhorar a relação com o Congresso. O comentário de Lula foi interpretado como uma referência a Gleisi Hoffmann, que recentemente assumiu a Secretaria de Relações Institucionais.

A reação de Alcolumbre foi imediata. Além de acionar medidas judiciais e criminais contra Gayer, o senador também pediu sua cassação no Conselho de Ética da Câmara. Caso o colegiado entenda que houve quebra de decoro parlamentar, o deputado pode perder o mandato e ficar inelegível pelos próximos oito anos, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa.

A repercussão do caso levanta mais uma vez o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o uso das redes sociais por agentes públicos. Para aliados de Alcolumbre, a declaração de Gayer ultrapassou o tom da crítica política e configurou uma ofensa pessoal. Já apoiadores do deputado alegam perseguição e censura contra oposição ao governo federal.


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