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PT pede cassação de Gustavo Gayer após deputado insinuar relação entre Gleisi, Alcolumbre e Lindbergh

16/03/25

O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou uma representação ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados pedindo a cassação do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). O pedido ocorre após o bolsonarista fazer insinuações em uma postagem envolvendo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).  

Na publicação feita no X (antigo Twitter), Gayer sugeriu que os três formariam um "trisal". “Me veio a imagem da Gleisi, Lindbergh e do Davi Alcolumbre fazendo um trisal. Que pesadelo”, escreveu o deputado. Com a repercussão negativa, ele apagou a postagem, mas voltou às redes sociais alegando que estava, na verdade, defendendo a petista.  

“As pessoas que hoje me atacam são as mesmas que ficaram em silêncio ontem quando Lula desrespeitou a ministra Gleisi. Enquanto eu fui o único parlamentar que saiu em defesa da ministra e prestou solidariedade a ela. É o cúmulo da hipocrisia”, escreveu.  

A representação do PT também cita outra publicação do deputado, na qual ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria oferecendo Gleisi Hoffmann como uma "garota de programa" aos presidentes da Câmara e do Senado.  

Ao portal Mais Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) confirmou sua participação na representação contra Gayer e classificou a conduta do colega como “inaceitável”. Ela acredita que o parlamentar deve ser punido. “Chega de impunidade. A política, assim como tudo na vida, precisa ter ética”. 

A repercussão do caso chegou à cúpula do Congresso. Na sexta-feira, 14, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ligou para Gustavo Gayer e o repreendeu pela postagem. Segundo informações do portal Metrópoles, o parlamentar goiano se justificou dizendo que foi “infeliz” e que já havia apagado a publicação. Ele também negou ter feito qualquer acusação sobre um suposto "trisal" e alegou estar sendo usado como "bode expiatório" pelo PT para desviar o foco da polêmica envolvendo Lula.  

Davi Alcolumbre, um dos alvos da postagem, anunciou que tomará medidas contra Gayer. “Entrarei com uma representação no Conselho de Ética da Câmara e também com uma ação judicial contra ele”, declarou o presidente do Senado na quinta-feira, 13.

Não é a primeira vez que Gustavo Gayer enfrenta problemas na Justiça por declarações polêmicas. Em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para torná-lo réu por crimes de difamação, calúnia e injúria, após o deputado insinuar que senadores teriam sido "comprados" para votar em Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como presidente do Senado. Na ocasião, Gayer também chamou parlamentares de “vagabundos”.


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