16/03/25
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 16, que não pretende deixar o Brasil e declarou que será um problema “preso ou morto”. Durante um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, que pedia anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, ele criticou o governo Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não vou sair do Brasil. A minha vida estaria muito mais tranquila se eu tivesse do lado deles. Mas escolhi o lado do meu povo brasileiro. Tenho paixão pelo Brasil”, disse Bolsonaro aos apoiadores reunidos no evento.
O ex-presidente também afirmou que sua campanha em 2022 foi prejudicada por decisões do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. “Não podia colocar imagem do Lula com ditadores do mundo todo”, reclamou.
Inelegível até 2030, Bolsonaro afirmou que há nomes do seu grupo político aptos para a disputa presidencial de 2026, mas também insinuou que gostaria de concorrer novamente. “Eleições sem Bolsonaro é negar a democracia no Brasil. Se eu sou tão ruim assim, me derrote”, desafiou.
A manifestação começou por volta das 10h e teve como principal objetivo pressionar o Congresso Nacional a votar um projeto de anistia para os condenados pelos ataques golpistas em Brasília. Desde então, o STF já denunciou 1.682 envolvidos, dos quais 375 foram condenados a penas que variam de um ano de detenção a 17 anos de prisão.
O ato também ocorre em um momento delicado para Bolsonaro, que tenta mobilizar sua base diante da denúncia oferecida contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em 18 de fevereiro, a PGR acusou o ex-presidente de liderar uma trama golpista para impedir a posse de Lula. No mesmo processo, outras 33 pessoas foram denunciadas ao STF.