Goiânia, 04/04/2025
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Manifestação de Bolsonaro no Rio fracassa e tem apenas 18 mil pessoas

16/03/25

As manifestações convocadas por Jair Bolsonaro (PL) neste domingo, 16, para pressionar o Congresso a aprovar um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro reuniram menos pessoas do que o esperado. No Rio de Janeiro, onde o ex-presidente marcou presença, o público estimado foi de 18,3 mil pessoas, conforme cálculos baseados em imagens aéreas analisadas pela Universidade de São Paulo (USP). Em comparação, um ato semelhante realizado em 2024 teve 32,7 mil participantes.  

Os protestos ocorreram em mais de 200 cidades do país. Além do pedido de anistia, os manifestantes também protestaram contra o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo Bolsonaro e pediram a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).  

O ex-presidente discursou em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e criticou as penas aplicadas aos envolvidos nos atos golpistas de janeiro de 2023. “Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim”, afirmou. Ele também disse que não esperava ter que lutar por anistia para pessoas que, segundo ele, "não cometeram nenhum ato de maldade" e reforçou que o “bolsonarismo” não será derrotado.  

Entre as lideranças presentes estavam os filhos do ex-presidente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O vereador de Goiânia, Vitor Hugo (PL), também participou da manifestação.  

Inicialmente, Bolsonaro havia pedido o cancelamento dos atos em diversas cidades para concentrar a mobilização no Rio de Janeiro. Em Goiânia, por exemplo, o evento foi oficialmente cancelado, mas manifestantes ainda se reuniram na Praça Tamandaré.  

Além de manter sua base mobilizada, o ex-presidente tenta fortalecer sua posição em meio ao avanço das investigações contra ele. Em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro ao STF, acusando-o de liderar uma trama para impedir a posse de Lula. O caso também envolve outras 33 pessoas.


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