19/03/25
O cerco jurídico contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se fecha cada vez mais. O julgamento das denúncias contra ele foi marcado para a próxima terça-feira (25), uma data simbólica: o Dia da Constituição Brasileira. Bolsonaro integra o "núcleo 1" da trama golpista, ao lado de outras sete lideranças, incluindo ex-ministros e aliados diretos.
Além disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, liberou para julgamento as denúncias contra o chamado "núcleo 3" da investigação, um grupo de 12 acusados que inclui ex-assessores de Bolsonaro e militares envolvidos em planos contra o Estado Democrático de Direito. O julgamento desse núcleo foi marcado para os dias 8 e 9 de abril, segundo a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews e do G1.
As acusações contra o núcleo 3 incluem suspeitas de planejamento de assassinatos de figuras do alto escalão do governo, incluindo o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes. O grupo também teria promovido ações para pressionar as Forças Armadas a aderirem ao golpe.
O processo faz parte de um conjunto maior de investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que denunciou 34 pessoas por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito. Os envolvidos foram divididos em quatro núcleos para facilitar a tramitação dos processos no STF.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reforçou o pedido para que os 12 integrantes do núcleo 3 se tornem réus, rebatendo argumentações da defesa que tentam invalidar a denúncia ou questionar a competência do STF para julgá-los. Para Gonet, a acusação é robusta e detalhada, e a Primeira Turma do STF tem plenos poderes para dar andamento ao julgamento, conforme o Regimento Interno da Corte.
Os acusados enfrentam cinco crimes graves: Golpe de Estado, Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Organização criminosa armada, Dano qualificado e Deterioração de patrimônio tombado. Caso o STF aceite a denúncia, Bolsonaro e os demais denunciados passarão oficialmente a responder como réus, aprofundando ainda mais a crise política e jurídica do ex-presidente.