19/03/25
A gestão de Rogério Cruz (Solidariedade) colocou Goiânia entre as piores capitais brasileiras no Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (Islu) de 2024. A cidade ocupa a terceira pior posição no ranking nacional, ficando atrás apenas de Teresina (PI) e Cuiabá (MT). O indicador avalia fatores como cobertura da coleta de lixo, existência de cobrança de taxa para manejo dos resíduos, reciclagem de materiais e destinação correta dos detritos. Sob a administração de Cruz, a ausência de avanços na coleta seletiva, a falta de um aterro sanitário ambientalmente adequado e a não implementação da taxa de limpeza pública têm puxado os índices de Goiânia para baixo.
Na dimensão referente à cobrança de taxa específica, Goiânia manteve nota zero. A recuperação dos resíduos foi de apenas 0,038, e a destinação incorreta atingiu 0,677. Com isso, a capital goiana fechou o Islu 2024 com um índice de 0,431 – ainda menor do que no ano anterior, quando obteve 0,507.
Enquanto Florianópolis (SC) lidera o ranking com 0,754, seguida por Rio de Janeiro (RJ), com 0,743, e Recife (PE), com 0,682, Goiânia amarga um dos piores resultados do país. O levantamento é baseado em dados fornecidos pelos próprios municípios ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Entre as 5.036 cidades participantes do estudo, 70% tiveram resultados considerados muito baixos, com pontuação de até 0,499.
Outro fator crítico sob a administração de Rogério Cruz é a falta de disposição ambientalmente adequada para os resíduos. "O aterro de Goiânia está sem licença para funcionamento desde 2011. Na prática, é um lixão que não assegura o correto tratamento do chorume nem a captação do gás metano, ambos derivados tóxicos da decomposição da matéria orgânica", destaca Maranhão. "É fundamental que a prefeitura garanta uma solução definitiva para esse problema."