20/03/25
A Justiça manteve, nesta quarta-feira (19), a prisão preventiva do jogador de futebol Carlos Eduardo Bastos dos Santos, conhecido como Tico Baiano. O atleta foi detido pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA) sob suspeita de extorsão, estupro e assalto contra 16 mulheres. Onze delas haviam registrado queixa antes da prisão, enquanto outras cinco procuraram a polícia após a repercussão do caso na última terça-feira (18).
Tico Baiano, que teve uma breve passagem pelo Clube Recreativo e Atlético Catalano (CRAC) em março deste ano, foi encaminhado para um presídio em Feira de Santana (BA). Segundo a PC-BA, suas vítimas eram estudantes universitárias e garotas de programa, com idades entre 18 e 43 anos.
O CRAC de Catalão afirmou, em nota, que o jogador permaneceu apenas 10 dias no clube e não chegou a entrar em campo. A defesa do atleta não foi localizada pela reportagem.
As investigações começaram em junho de 2024, quando as primeiras denúncias surgiram. Conforme apurado pela polícia, Tico Baiano se passava por cliente para atrair garotas de programa e, ao chegar ao local do encontro, usava uma arma de fogo para extorquir e roubar as vítimas, obrigando algumas delas a realizar transferências bancárias e entregarem dinheiro em espécie.
No caso das estudantes universitárias, o jogador escolhia vítimas que moravam sozinhas. Uma delas foi abordada na saída de casa, enquanto outras duas tiveram as residências invadidas por ele, que utilizava facas para ameaçá-las. As mulheres ficaram em seu poder por pelo menos três horas.
Natural de Feira de Santana, Tico Baiano foi anunciado como reforço do CRAC no dia 1º de março para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, após passagens por clubes baianos como Fluminense de Feira, Bahia de Feira e Barcelona de Ilhéus. A polícia informou que o jogador passou por exames de corpo de delito, foi interrogado e permanece à disposição da Justiça.