16/01/24
O presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Francisco Júnior, expressou ao jornal Opção sua insatisfação em relação à possível aproximação do seu partido, o PSD, com o PT, em apoio à deputada federal Adriana Accorsi na disputa pela Prefeitura de Goiânia. Francisco Júnior deixou claro que não compartilha dessa iniciativa e apontou os motivos para sua discordância.
"Eu, particularmente, sou contra essa aproximação, porque estamos alinhados com o governador [Caiado]. Eu não tenho vínculo com o PT, hoje sou um assessor do governador, o líder do governo é do PSD, a bancada estadual está com ele, o Vilmar Rocha saiu como candidato com apoio dele", afirmou Francisco Júnior.
O presidente da Codego ressaltou que não participou de nenhuma conversa interna no partido sobre essa possível aliança e soube do assunto pela imprensa. Ele deixou claro que seu alinhamento político está firmemente com o governador Ronaldo Caiado. "O partido, se achar oportuno, deve realizar reuniões, mas meu alinhamento é com o Caiado", enfatizou.
Indagado se consideraria deixar o partido caso a aliança se concretizasse, Francisco Júnior descartou tal possibilidade. Ele destacou ser um dos fundadores do PSD em 2011, tendo uma longa trajetória e um forte vínculo com a legenda. Apesar das discordâncias pontuais, o presidente da Codego reforçou seu compromisso com o partido e afirmou que, caso ocorram divergências, acredita que podem ser resolvidas através do diálogo interno, sem a necessidade de abandonar a sigla.
"Sou um dos fundadores do PSD, em 2011, tenho um carinho e me sinto muito bem no partido, fui deputado estadual e deputado federal pelo PSD. Não tem motivo para sair. Se acontecer, vamos entender o contexto. Na eleição passada, o partido tomou uma posição e o Vanderlan outra, tudo alinhado. Conversando, não tem problema", concluiu Francisco Júnior.