21/03/25
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), ingressou com uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). A ação, motivada por uma série de declarações do parlamentar, pede que ele seja condenado por difamação e injúria, além de requerer R$ 30 mil em indenização por danos morais.
A polêmica teve início quando Gayer comparou o presidente Lula (PT) a um “cafetão”, insinuando que Gleisi teria sido tratada como uma garota de programa. Diante da repercussão negativa, o deputado alegou que, na verdade, estava defendendo a ministra, acusando o presidente de tê-la “menosprezado e achincalhado”.
Na queixa, a defesa de Gleisi afirma que Gayer fez uso da rede social X (antigo Twitter) para proferir ataques misóginos. O documento aponta que ele teria distorcido uma fala de Lula e insinuado que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), namorado da ministra, aceitou que ela fosse “oferecida” ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao senador Davi Alcolumbre (UB-AP).
“A conduta do querelado atenta não apenas contra a ética, o respeito e urbanidade esperada de qualquer cidadão, como é vil ao diminuir a condição de uma mulher que exerce um cargo público de grande relevância, o que constitui ação criminosa e aumenta não somente o clima de violência política, mas a misoginia em ambiente político que deveria prezar pela igualdade em todos os sentidos”, argumentam os advogados da ministra.
A equipe de reportagem tentou contato com a assessoria de Gustavo Gayer, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação do parlamentar.