24/03/25
O secretário da Fazenda de Goiânia, Valdivino de Oliveira, revelou que a atual administração enfrenta um déficit bilionário herdado da gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (Solidariedade). Segundo ele, a Prefeitura contabiliza um rombo estimado em R$ 400 milhões, mas a situação real é ainda mais grave, já que boa parte das dívidas não está registrada oficialmente, dificultando o planejamento financeiro do município. As informações são do portal Diário de Goiás.
Os números serão apresentados à Câmara Municipal na próxima segunda-feira (24), durante a prestação de contas do terceiro e último quadrimestre de 2024. O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) confirmou presença na sessão.
O maior problema, segundo Valdivino, é o passivo não contabilizado. Somente na área da saúde, a dívida herdada ultrapassa R$ 600 milhões, enquanto o Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) acumula quase R$ 200 milhões em débitos. A situação mais crítica, no entanto, envolve a Comurg, com um rombo superior a R$ 2 bilhões. Além disso, há despesas de outras áreas da administração que sequer foram lançadas no balanço.
A Prefeitura também precisa lidar com subsídios do transporte público não pagos nos últimos quatro meses de 2024, que sequer foram empenhados na gestão anterior. “Além de regularizar isso, eu tenho que arrumar o orçamento”, explicou Valdivino.
Para cobrir parte do buraco financeiro, a atual gestão terá que cortar gastos e gerar uma poupança, evitando que o orçamento de 2025 seja comprometido. “Se eu desfalcar o orçamento agora, no fim do ano a Prefeitura pode não ter recursos para funcionar”, alertou o secretário.