28/03/25
Completam-se 90 dias desde que Sandro Mabel (UB) assumiu oficialmente a Prefeitura de Goiânia, em 1º de janeiro. No entanto, há quem diga que ele já exercia a função meses antes, especialmente ao liderar intervenções na saúde da capital, que enfrentava um colapso na oferta de UTIs.
Enquanto Mabel ganhava protagonismo, o então prefeito Rogério Cruz (Solidariedade) tornava-se figura cada vez mais apagada. Sua gestão terminou oficialmente em dezembro, mas, três meses depois, ainda persiste a pergunta: por onde anda Rogério Cruz?
Pesquisa Quaest divulgada em setembro apontava que Cruz tinha 53% de reprovação e apenas 17% de aprovação. O impacto se refletiu nas urnas: candidato à reeleição, ele terminou a disputa em penúltimo lugar, com apenas 21,6 mil votos — superando apenas o Professor Pantaleão, que obteve 1,6 mil votos.
Ao deixar o Paço, Cruz afirmou que permaneceria em Goiânia e retomaria sua atuação na administração de empresas, sua área de formação. Também circulou a informação de que ele poderia abrir sua própria igreja, após o rompimento com a Igreja Universal. No entanto, conforme apuração da reportagem, nenhuma dessas possibilidades se concretizou até agora.
Fontes próximas ao ex-prefeito confirmaram ao Jornal Opção que ele segue morando na capital, mas ainda não retomou nenhuma atividade profissional, seja no setor público ou privado. “Está tirando um tempo para descansar. Ele foi muito atacado, principalmente no final da gestão”, afirmou um aliado.
A possibilidade de disputar uma vaga como deputado estadual no ano que vem também foi levantada, mas pessoas próximas garantem que Cruz não considera um retorno à política, pelo menos por enquanto. Em 2023, chegou a ser convidado para assumir a direção do Solidariedade em Goiânia, mas nunca deu resposta. “Ele não está tratando de política agora”, revelou um interlocutor.