30/03/25
O ex-vice-presidente Marco Maciel (1940-2021), conhecido por sua discrição e sabedoria política, costumava dizer: "Time que não joga, não tem torcida". Seu ensinamento permanece atual e serve como um alerta para partidos que hesitam em disputar eleições e buscar protagonismo. No atual cenário político brasileiro, essa máxima se aplica diretamente ao União Brasil. As informações são do jornal Opção.
O Brasil tem uma longa tradição de fisiologismo, e o Centrão — sempre presente em diferentes governos — sabe tirar proveito disso. Esses grupos se adaptam conforme o vento político sopra, priorizando cargos e orçamentos elásticos. Seja em governos de direita ou esquerda, mantêm-se no poder e fazem suas exigências. Com o governo de Lula da Silva (PT), não tem sido diferente.
Apesar de especulações sobre possíveis saídas do Centrão do governo petista, a realidade é que, até agora, nenhum integrante realmente se afastou. Afinal, com um ano e nove meses de governo ainda pela frente, há muito o que negociar. Entre os partidos do Centrão, está o União Brasil, que ocupa três ministérios e possui figuras influentes alinhadas ao governo, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A estratégia do Centrão para 2026 passa por três possibilidades: manter o apoio a Lula, migrar para o candidato do bolsonarismo — como Tarcísio de Freitas (Republicanos) — ou apostar em um nome próprio. Nesse contexto, Ronaldo Caiado surge como um nome competitivo dentro do União Brasil. O governador de Goiás tem um histórico de gestão eficiente, especialmente na segurança pública, e representa uma direita moderada e institucionalmente sólida.
Enquanto Tarcísio enfrenta desafios na segurança de São Paulo, onde o PCC exerce forte influência, Caiado tem conseguido conter a atuação do crime organizado em Goiás, com um serviço de inteligência eficiente. A diferença de cenário pode ser determinante na disputa presidencial.