31/03/25
O Partido Liberal (PL) avalia lançar Débora Rodrigues dos Santos como candidata a deputada nas eleições de 2026. Presa por suspeita de pichar a estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro, ela passou para o regime de prisão domiciliar na última sexta-feira, 28.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcanti (AL), confirmou a possibilidade e afirmou que Débora pode representar o que ele chama de “luta por liberdade de expressão”. Segundo o deputado, a candidatura dela é uma “possibilidade muito forte”.
A eventual candidatura, no entanto, depende de uma decisão judicial. Se for condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos de 8 de janeiro, Débora pode ser impedida de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa.
Além dela, o PL também pretende lançar Eliene Amorim de Jesus, filha de Cleriston Pereira da Cunha, preso pelos ataques e que morreu na Papuda em novembro de 2023. Segundo Cavalcanti, ela deve disputar uma vaga pelo Distrito Federal.
Débora estava presa preventivamente desde março de 2023, denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento nos atos antidemocráticos. Agora, cumprirá prisão domiciliar em Paulínia (SP), monitorada por tornozeleira eletrônica.
O movimento do PL para lançar candidatos ligados aos presos do 8 de janeiro faz parte de uma estratégia do partido para fortalecer sua base eleitoral na direita.