01/04/25
O secretário de Desenvolvimento Social de Goiás, Wellington Matos, criticou o prefeito Rogério Cruz pelo "abandono total" dos serviços voltados à população em situação de rua, incluindo centros de acolhimento, restaurantes populares e o Centro POP. Para suprir essa lacuna, o governo estadual repassou recentemente R$ 6 milhões à capital, dentro do programa de cofinanciamento estadual, que pode ser usado para fortalecer a assistência social.
Matos também destacou a iniciativa Dignidade na Rua, realizada em parceria com órgãos como Defensoria Pública e Ministério Público, e esclareceu que o programa De Volta para Casa só realoca pessoas mediante solicitação. “Não queremos apenas devolver essas pessoas, mas garantir atendimento básico, empregabilidade e moradia digna”, afirmou.
Enquanto os serviços sociais sofriam, a gestão de Rogério Cruz alugou, sem licitação, um prédio para a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social ao custo de R$ 5,9 milhões. Além da falta de assistência, a prefeitura foi acusada de ações higienistas, como remoção forçada e destruição de pertences, desrespeitando os direitos básicos dessa população.
Sem um levantamento atualizado no Censo 2022 do IBGE, o número exato de pessoas em situação de rua em Goiânia é desconhecido. A última pesquisa, feita em 2019 pela Universidade Federal de Goiás (UFG), estimava 1,2 mil pessoas vivendo nessa condição.