03/04/25
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que a alta desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é resultado do descumprimento de promessas de campanha e falhas em áreas essenciais, como segurança pública e política monetária. Durante entrevista à TV Aratu, em Salvador (BA), nesta quarta-feira (02/04), o governador avaliou o cenário político e criticou a gestão petista.
A declaração de Caiado ocorre após a pesquisa Genial/Quaest apontar um índice de desaprovação de 56% ao governo Lula. "É impressionante o desencanto das pessoas. A cada dia que ele abre a boca, mais é desacreditado no país", afirmou o governador. Em Salvador para o lançamento de sua pré-candidatura à presidência da República, Caiado reforçou que a população sente os impactos das falhas do governo federal. "Tudo aquilo que prometeu, não cumpriu", disse.
O governador goiano criticou a política monetária do governo petista e acusou a gestão de estimular a inflação com gastos excessivos. "Provocou a inflação gastando irresponsavelmente", apontou. Ele também defendeu que a falta de credibilidade na gestão federal compromete a confiança do setor produtivo. "O cidadão que produz, que trabalha, que gera emprego, está retraindo a sua capacidade de investimento", acrescentou.
Outro ponto destacado por Caiado foi a postura do governo Lula em relação ao narcotráfico. Segundo ele, a falta de enfrentamento ao crime organizado tem impactos diretos na sociedade. "Nunca foram capazes de enfrentar o narcotráfico. Eles convivem, eles se integram", declarou. Para Caiado, a expansão das facções criminosas tem reflexos em diversos setores da economia. "O narcotráfico está crescendo na economia, no transporte urbano, nos postos de gasolina, nos supermercados e em vários setores do país", alertou.
Com uma gestão marcada por medidas rigorosas na segurança pública, Caiado destacou que sua administração em Goiás alcançou 86% de aprovação, de acordo com a Genial/Quaest. Ele atribui o reconhecimento à redução dos índices criminais no estado. "Atuamos de forma conjunta com a inteligência e a operacionalidade", afirmou.