18/01/24
A cidade de Goiânia tem experimentado sinais de abandono desde o início do ano, período em que aumenta a intensidade das chuvas. Com isso, nas áreas públicas têm o avanço do matagal que toma conta de canteiros centrais e praças. Moradores expressaram ao jornal O Popular a inquietação diante dos riscos de acidentes e da possível disseminação de doenças. Diante dessa situação crítica, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) anunciou uma força-tarefa composta por mais de 300 pessoas, que se propõe a realizar serviços de roçagem na cidade.
O desafio torna-se evidente ao percorrer diversos pontos da capital. Na Marginal Botafogo, próximo à Avenida 2ª Radial, na Vila Redenção, a visibilidade na pista contrária torna-se comprometida pela altura do matagal. No Jardim América, na Praça C-144, o matagal já encobre bancos e brinquedos e impede o acesso tranquilo de moradores e crianças aos espaços públicos.
A situação se estende a áreas estratégicas, como a Praça do Comerciário, no Setor Faiçalville, onde uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) enfrentou a necessidade de montar uma tenda de testagem para Covid-19 em meio ao matagal. O episódio ilustra os impactos da falta de manutenção e deixa a estética da cidade prejudicada.
Um servidor da Comurg disse ao jornal que as equipes de roçagem foram, em dezembro de 2023, deslocadas para coleta de lixo, que também ainda enfrenta problema.
Em resposta às críticas e demandas da população, a Comurg informou que suas equipes seguem um cronograma abrangente. A companhia disse que diante do aumento das chuvas, implementou um plano estratégico para atuar de forma ágil para cobrir praças, canteiros, rotatórias e outros espaços públicos, mas o resultado ainda não possível ser visualizado pelos moradores a não ser muito mato alto e muito lixo em todos os locais da cidade.