18/01/24
A saúde pública em Goiânia sempre enfrentou grandes desafios, sobretudo por ter de acudir também pacientes do interior e até de outros estados. As maternidades da capital, porém, sempre foram referência em qualidade de atendimento. Não são raros os casos em que gestantes deixavam de lado seus planos de saúde para terem seus filhos nas unidades públicas.
Como em praticamente todas as áreas da gestão pública em Goiânia, o atendimento nas maternidades também sucumbiu à caótica gestão do prefeito Rogério Cruz (Republicanos). Mesmo com recursos provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e contrapartida obrigatória do município, a Prefeitura de Goiânia deixou de fazer os repasses com regularidade.
Geridas pela Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (Fundahc), as maternidades Dona Iris, Nascer Cidadão e Célia Câmara sofrem nos últimos meses com atrasos que chegam a mais de R$ 45 milhões. Nesta quinta-feira, 18/01, médicos que atendem nas três unidades anunciaram paralisação entre os dias 23 e 25 de janeiro.
Ancorados pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego), os médicos informam que só retornarão com os atendimentos após as reivindicações serem contempladas. Conforme determina a lei, os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.