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Relembre: em 2018, Jayme Rincón admitiu recebimento de dinheiro da Odebrecht

19/01/24

Em 2018, a Polícia Federal revelou que Jayme Rincón, um dos cinco presos na ação que mirou endereços ligados a Marconi Perillo (PSDB), admitiu recebimento de recursos da Odebrecht para campanhas políticas. Segundo o relato dele à Polícia Federal, os valores foram entregues aos motoristas dele no apartamento que ele tem em São Paulo.

Jayme Rincón era presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) quando foi preso pela Polícia Federal em 28 de setembro de 2018, na Operação Cash Delivery. Além dele, outras quatro pessoas também foram detidas na data. O investigado foi ouvido no dia da prisão, quando revelou as informações presentes no documento.

No documento, Jayme afirma que os seus motoristas, Sérgio, que faleceu em 2016, e Moura, preso com ele na operação, receberam os recursos, mas não disse para quais candidatos os valores eram destinados e nem quantas vezes isso ocorreu. Ainda segundo a declaração, o apartamento em São Paulo foi o escolhido por causa do fácil acesso dos funcionários dele ao local.

“Confirma ter havido entrega de recursos por parte de prepostos do grupo Odebrecht aos policiais militares Sérgio e Moura no apartamento de propriedade do interrogado [Jayme Rincón] na cidade de São Paulo. Que não sabe dizer ao certo o número de vezes em que tal procedimento ocorreu”, afirma o documento.

Segundo as investigações, os PMs eram responsáveis por pegar o dinheiro de propina em São Paulo. O pagamento de R$ 1,2 milhão teria sido entregue na Rua Hadock Lobo, na capital paulista, onde, conforme a PF, fica o apartamento onde mora o filho de Jayme Rincón, Rodrigo Rincón, um dos presos da Operação Cash Delivery.

Em uma das escutas obtidas pela PF, o motorista do doleiro Álvaro José Novis liga para um motorista de Jayme Rincón, identificado como Sérgio, para confirmar o endereço do apartamento onde faria a entrega de “encomendas”, que, segundo a PF, tratava-se de propina.


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