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Sem dinheiro de empréstimo, é provável que obras em Goiânia parem de vez

19/01/24

A gestão Rogério Cruz não sabe o que fazer diante da não aprovação do empréstimo de R$ 710 milhões que busca na Câmara Municipal. A tramitação do projeto está parada no Poder Legislativo após recomendação do Ministério Público que quer esclarecimentos do paço sobre a utilização dos recursos.

Por enquanto, a prefeitura de Goiânia iniciou a elaboração de medidas para remanejamento de recursos próprios com objetivo de acudir as demandas de obras de infraestrutura que já estão em execução, enquanto não conta com o valor em empréstimo buscado junto ao Banco do Brasil.

O Paço informou ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) sobre a necessidade de R$ 132 milhões até março para que os trabalhos sejam mantidos. Os recursos se destinam às cinco construções que têm ordens de serviço emitidas e outras dez que contam com licitação concluída e poderiam ter execução iniciada. A administração também busca recursos para bancar obras nas áreas de Educação e que dependem integralmente do empréstimo.

O procurador-geral do Município, José Carlos Issy, confirmou ao jornal O Popular a dependência do Paço em relação ao empréstimo para realizar novas obras, além de não paralisar as que já estão em andamento. “Sim. Existe uma dependência. O orçamento foi feito com base nessa previsão do empréstimo”, afirma.

Vale lembrar que em agosto de 2023, a Prefeitura de Goiânia continuava, segundo seus próprios relatórios, ostentando uma bilionária disponibilidade de caixa líquido. O valor declarado era de R$ 1,427 bilhão. Se até agosto passado a gestão Rogério Cruz tinha todo esse recurso em caixa, por que toda essa dificuldade financeira enfrentada pelo Paço?

A urgência declarada pelo Paço em busca dos R$ 710 milhões que seriam investidos em obras, também evidencia a vontade de tentar mostrar algum serviço em ano eleitoral, tudo de forma atropelada e sem planejamento.


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