19/01/24
As recentes queixas do senador Vanderlan Cardoso (PSD) sobre supostos "boicotes" e "isolamento" político em sua própria sigla desencadearam intensos debates no cenário político goiano, destacando um histórico marcado por mudanças e desconfianças ao longo dos anos, conforme apontou o jornal Hora Extra.
Em resposta ao que chama de "boicote" do PSD em Goiás, Vanderlan apresentou diálogos com lideranças do PT ao reforçar a postura do partido como centro e aberto ao diálogo com diversas correntes políticas. O senador manifestou a possibilidade de parcerias com o governo Lula, especialmente para projetos em Goiânia e visando a disputa estadual em 2026.
Entretanto, nos bastidores, aliados do governador Ronaldo Caiado (UB) contestam as acusações, alegando que Vanderlan contribuiu para seu próprio isolamento. Críticos apontam descumprimentos de compromissos e a falta de reciprocidade com diferentes grupos políticos ao longo de sua trajetória, o que teria criado um ambiente de desconfiança. Um auxiliar do governador enfatiza que não há um esforço deliberado contra o senador, mas sim a consequência de suas próprias decisões políticas.
As críticas também se estendem aos rompimentos de alianças lideradas por Vanderlan, especialmente em eleições municipais evidenciam uma falta de consistência em seu posicionamento político. O vice-presidente do União Brasil e presidente do Detran, Delegado Waldir Soares, destaca que não há isolamento do PSD na base caiadista, mas sim acolhimento, e aponta para escolhas passadas do senador que contribuíram para seu afastamento.
Na oposição, lideranças do PSDB sublinham o histórico de mudanças de Vanderlan, gerando insegurança entre seus possíveis aliados. Hélio de Sousa, presidente regional do PSDB, destaca a alternância de grupos políticos do senador ao longo do tempo, resultando em resultados pouco satisfatórios em algumas eleições.