20/01/24
O senador Vanderlan Cardoso, presidente estadual do PSD, ganhou um apoio quanto a sua decisão de fazer aliança com o PT em Goiânia. Desta vez, o aval é do deputado federal Ismael Alexandrino, que é aliado de Vanderlan, e manifestou apoio às decisões do senador no que diz respeito a eleição em Goiânia. A possibilidade da desistência do senador expõe fissuras no partido e coloca em xeque a consistência de suas escolhas políticas.
Vanderlan, que não conseguiu consolidar alianças para seu projeto em Goiânia, admitiu a possibilidade de unir forças com o PT, indicando uma vice para a candidatura de Adriana Accorsi. Esse movimento, no entanto, provocou um racha interno no PSD, com membros importantes do partido rejeitando tal aliança.
Sobre essa aliança, Vanderlan e Ismael estão sozinhos. Contudo, essa posição parece não ser unânime, já que figuras importantes como Vilmar Rocha, Francisco Jr e outros membros governistas do partido rejeitam veementemente essa aliança e argumentam que não condiz com as orientações partidárias.
A trajetória política de Vanderlan, desde sua saída da prefeitura de Senador Canedo, é marcada por desgastes e rupturas em diversas alianças. A falta de apoio de partidos expressivos, como PL, União Brasil e MDB, sugere uma dificuldade na construção de coalizões sólidas para sustentar seu projeto eleitoral.
O histórico de Vanderlan também é alvo de críticas, incluindo seu relacionamento com o ex-governador Marconi Perillo e mudanças de alianças ao longo do tempo. A falta de reciprocidade em acordos políticos e a alternância de grupos políticos geram insegurança entre seus possíveis aliados, especialmente na oposição e no PL de Jair Bolsonaro.
A quebra de lealdade ao compromisso de apoiar a reeleição de Ronaldo Caiado e a troca de candidaturas ao Senado em 2022 também contribuem para a insatisfação de membros importantes do PSD. A resistência desses membros em apoiar uma aliança com o PT reflete a divergência de interesses e a busca por uma postura mais firme e coerente por parte do senador.