14/12/23
Não é segredo para ninguém que Rogério Cruz sempre orbitou o baixíssimo clero da Câmara Municipal de Goiânia quando era vereador eleito com os votos da Igreja Universal, mas o nível de amadorismo assusta e após três anos no cargo de prefeito, graças a trágica morte de Maguito Vilela, mostra que nada aprendeu.
Thialu Guiotti (Avante), relator do empréstimo de R$ 710 milhões enviado por Rogério Cruz, disse ao Giro nesta quinta-feira, (14/12), que não vai colocar em votação a operação ainda neste ano. “Se o Paço estivesse com pressa deveria ter mandado antes”, afirma o parlamentar que recebeu forte oposição do prefeito a seu nome para relatar o projeto.
Veja que desastre. O prefeito faz chegar ao vereador, favorito para relatar o projeto que o Paço considera vital para viabilizar qualquer chance de reeleição, que não quer sua indicação e perde a queda de braço. O parlamentar dobra a aposta e diz que nada será feita no afogadilho que o calendário eleitoral implora.
Claro que pesa a ele e outros vereadores a rejeição da opinião pública à iniciativa. Receiam serem dragados ao mesmo buraco que Rogério Cruz está.
Sem disposição de explicar o empréstimo e a venda de áreas, os vereadores não querem assinar o “cheque em branco” para Rogério. A gestão municipal também será chamada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para se explicar.
O presidente da CCJ, Henrique Alves (MDB), convidará um representante do Paço Municipal para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre o empréstimo. Denes Pereira (Infraestrutura) ou Vinícius Alves (Finanças), são os favoritos.
A reunião foi marcada inicialmente para segunda-feira, (18/12), às 10h, com possibilidade de ser realizada no plenário da Câmara (em geral, a CCJ se reúne na sala das comissões, que tem espaço menor).