Goiânia, 04/04/2025
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Aliado ou hater? Marconi desembarca em Goianésia para ‘reforçar’ Leozão

25/01/24

A disputa em Goianésia, principal município do Vale do São Patrício, em outubro próximo, deverá ser bastante acirrada. De um lado o ex-prefeito Renato de Castro (UB), correligionário do governador Ronaldo Caiado, que goza de mais de 80% de aprovação em todo estado.

Do outro, o atual prefeito, primo de Renatão, Leonardo Menezes (PSDB), que só não está fora do páreo por contar com o apoio do bilionário Otavinho Lage, que ainda exerce muito poder na região. O contexto é de acirramento, em um pleito antecipado em pelo menos dois anos.

Os primos eram aliados em 2020. Os atritos começaram já no início da gestão e a gota d’água para o rompimento veio em 2022, quando Leozão não apoiou a reeleição de Caiado, fundamental para eleger, juntamente com Renatão, o “poste”.  

É neste ambiente de acirramento que o rejeitado Marconi Perillo, hoje presidente nacional do PSDB, desembarcou na “Princesa do Vale” para “reforçar” Leozão. O mesmo Marconi que sofreu e sofre debandada de aliados após sucessivos escândalos e perdeu até as rédeas em sua cidade natal Palmeiras de Goiás.

“O Leo tem nosso apoio e mais do que isso, o apoio do grupo do PSDB de Goianésia, que é composto de lideranças importantes como o deputado estadual José Machado, o presidente estadual do PSDB, Helio de Souza e os ex-prefeitos Otavinho e Jalles Fontoura”, destacou o presidente nacional do PSDB.

Desgastado, Marconi tende a colher um resultado pífio em outubro, menos de 5% das prefeituras de Goiás, o pior resultado da história de uma oposição. Neste cenário de terra arrasada, Leozão é a última boia política que Marconi enxerga.

A visita só ajuda a oposição, que espera outras para mostrar ao povo. Qualquer chance de Leozão não passa por Marconi, mas a provável derrota certamente encontrará um culpado: a âncora que veste camisa azul.    

 


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