30/01/24
De tantas heranças malditas deixadas pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) para Goiás, o transporte coletivo está entre as piores experiências vividas pela população da Região Metropolitana de Goiânia. Após ser reeleito para o quarto mandato, o tucano restringiu o acesso a meia passagem tucano e retirou 350 mil usuários da meia tarifa, em 2015.
A tarifa reduzida foi emplantada antes, subsidiando os custos com verba pública. O viés político foia tão descarado que a passagem chegou a custar R$ 0,45 em alusão ao número do partido do governador. Posteriormente, o valor foi estabelecido em 50% do praticado pelas empresas de ônibus na capital.
Em nova investida eleitoral, Marconi prometeu e estendeu a linha do Eixo Anhanguera até Goianira e Senador Canedo. Sem a infraestrutura necessária, coube aos prefeitos locais se esforçarem para oferecer condições para que os ônibus trafegassem com normalidade. Passada a eleição, o serviço voltou ficar precário. Era rotina ônibus quebrados e passageiros andando a pé pelas rodovias.
Com o esgotamento do uso político do “Eixão”, Marconi tentou vender a Metrobus, empresa responsável por explorar a linha, concedida pela prefeitura de Goiânia ao Estado. O tucano tentou negociá-lo e prometeu que a empresa nas mãos privadas teria lucro, ao contrário de investir e oferecer subsídio social aos usuários.
A irresponsabilidade na gestão do setor afundou a popularidade de Marconi na capital, que já não era das melhores. Não bastasse serem tratados como sardinhas e correndo o risco de ficar no “prego” diariamente, a insegurança era rotina dos usuários, que viviam à própria sorte nos ônibus e terminais caindo aos pedaços.