Goiânia, 04/04/2025
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Marconi não chamou PMs concursados e Goiás era o 7º estado mais violento

01/02/24

Hoje metido a engenheiro de obra pronta, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tem como principal legado na Segurança Pública o desprezo pelas forças policiais, a violência sistêmica e o desrespeito com os aprovados nos concursos. 

Entre os anos de 2000 e 2014, Goiás saltou de 13º para o 7º lugar entre os estados mais violentos. O estado passou de 15,6 mortes para um grupo de 100 mil habitantes para 31,2 em 2014. Algumas regiões, como o Entorno de Brasília, esse número chegou a 45, índice de países em guerra como Afeganistão e outros no Oriente Médio. Em 2022, o número caiu para 17,1 por 100 mil, redução de mais de 40%. 

A violência sistêmica aliava falta de comando da tropa, planejamento, mas principalmente investimentos. O quarto mandato do tucano foi marcado por inúmeros protestos e acampamentos de policiais aprovados e não convocados pelo governo. 

Dos 2064 aprovados no certame de 2012, quase 900 viram seus sonhos encerrarem junto com a melancólica gestão do “Tempo Novo”, em 2018. Eles eram substituídos por temporários, que recebiam R$ 1.500 para arriscarem suas vidas. 

Ironicamente, os mais de 800 que ficaram a ver navios com Marconi, assimila com o número de profissionais anunciado pelo governador Ronaldo Caiado (UB) nesta quarta-feira, 31/01.

Foram convocados mais 799 aprovados do último concurso da Polícia Civil e 39 para a Polícia Militar. A previsão é de nomeação de mais 300 concursados em julho deste ano.

“Agora os concursos são respeitados. Acabou aquele negócio de ser aprovado e nunca ser convocado. A melhor segurança pública do Brasil se constrói com coragem, firmeza, princípios e investimento em pessoas qualificadas e comprometidas com o nosso Estado”, afirmou o governador em suas redes sociais. 

Nas duas primeiras etapas de nomeações para a PM o Governo de Goiás já chamou 1.200 soldados – 700 em maio e 500 em setembro, no ano passado.


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