Goiânia, 04/04/2025
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Caso de Polícia: Prefeitura de Goiânia cria lixão sem licença ambiental

02/02/24

Após denúncia dos resíduos urbanos acumulados na central de transbordo da Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg), nas proximidades da GO-020, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) instaurou inquérito policial para investigar possível crime de poluição. Conforme o delegado Luziano de Carvalho, que está à frente do caso, a área nunca contou com licença ambiental. O caso foi revelado pelo jornal O Popular nesta quinta-feira (1º/2).

O delegado Luziano Carvalho explica que foi instaurado o inquérito policial com base no artigo 60 da Lei de Crimes Ambientais, que trata sobre “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”. No entendimento de Carvalho, o crime seria culposo (quando não há intenção), mas pode ter havido dolo eventual. “Está claro o descaso, a negligência”, pontua.

A acúmulo de lixo, que transformou a área em um lixão a céu aberto, estaria ocorrendo há pelo menos duas semanas. A Comurg informa que, no funcionamento normal, cerca de 450 toneladas são levadas por dia ao local. Ainda de acordo com a companhia, a causa do problema seria a quebra das rampas utilizadas para a transferência dos resíduos, coletados em parte das regiões da capital, dos caminhões compactadores para as caçambas. Após o transbordo, o lixo é levado ao aterro sanitário de Goiânia.


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